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sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Aurelio Marques, de leitor da Mala do Livro a Doutor pela UnB


“Por mais que as dificuldades batam à sua porta, nunca desista do belo trabalho da Mala do Livro, pois há muitos futuros em nossas mãos!” 
Aurelio Oliveira 
RAIO X 
Nome Aurelio Oliveira Marques
Nasceu em Taguatinga
Mora em Samambaia
Aniversário 16 de janeiro
Família Irmãs Joelma e Jocelma
Profissão Professor de filosofia, desde 2016
Lugar preferido Bahia
Comida preferida Churrasco
Bebida preferida Sucos naturais
Natureza Mar
Hobby Ler
Estação do ano Verão
Estação de rádio Nova Brasil FM (97.5 FM)
Programa de TV Todo mundo odeia o Chris
Filme preferido O auto da compadecida, de Ariano Suassuna 
Time de futebol Flamengo
Ama Viajar
Detesta Competitividade desmedida
Odeia Ser tratado mal, “Acredito que todo mundo!” (risos)
Não suporta Falsidade
Qualidade Compreensível
Defeito Buscar pela razão em tudo
Mania de Organização
Medo do Autoritarismo político
Participa do Projeto Mala do Livro desde sempre, da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (ANPOF) e da Associação dos Agentes Comunitários de Leitura e Contadores de Histórias (AACONTE)
Um sonho Ser professor universitário

Aurelio Oliveira Marques, nascido praticamente dentro da Mala do Livro, atualmente é doutorando em Filosofia pela Universidade de Brasília (POSFIL/UnB). Incentivar a leitura sempre vale a pena! Aurelio, aos 24 anos, é professor de filosofia para adolescentes do ensino médio no Centro de Ensino Médio nº 3, da Ceilândia. Continue lendo e veja que maravilhas a Mala do Livro realiza na vida das pessoas!

#pela valorização do agente comunitário de leitura


Desde criança, aos 6 e 7 anos, Aurelio participava de todas as atividades oferecidas pela Agente Comunitária de Leitura, Dona Maria das Dores Silva. Desde pequenino, estava sempre envolvido com alguma ocupação literária ou artística. Participava dos teatrinhos organizados pela "madrinha", das rodas de leitura e amava os passeios organizados pela Mala do Livro. 

Agente "madrinha"

Maria das Dores é uma pioneira, uma das primeiras mulheres a se tornar Agente da Mala do Livro, lá em 1990. Atua em Samambaia e Ceres/GO. Onde ela vai, a Mala vai junto. Leva o caixote no carro. Em Ceres, está em diálogo com a cultura e educação da cidade, já fez várias ações, inclusive noite do pijama para os leitores. 

Memórias de infância 

As memórias de infância de Aurelio registram as presenças da escritora Dinorá Couto Cançado, atual Presidente AIAB, e de Ruth Rocha, na casa da Maria das Dores, na QR 501, de Samambaia. Sente-se um privilegiado por ter conhecido Ziraldo e Maurício de Souza em visitas à Bienal, encontros esses promovidos pelo Projeto da Mala do Livro. Aos 13 anos, Aurélio participou de uma gincana de leitura na escola e ganhou um curso gratuito de informática, conhecimentos válidos até hoje. 

Agente Aurelio na rampa do Museu Nacional - Brasília/Brasil

Aurelio se torna Agente da Mala do Livro 

Quase como um processo automático, mais ou menos em 2012/13, aos 16 anos, em plena juventude, Aurelio foi, por muitos anos, o agente de leitura mais novo da Mala do Livro. Também morador da 501, em Samambaia, emprestava livros para a comunidade. “O que mais gosto na Mala é a convivência harmônica entre os agentes de leitura”, nos revela com carinho. 

“A ação mais interessante que já realizamos junto à Mala do Livro foi no dia 01/01/2019, dia em que iniciamos o ano com o pé direito! Com a participação de Maria das Dores, que é outra Agente de leitura da Mala do Livro, e com o apoio da Maria José Lira, Gerente da Mala do Livro, realizamos uma atividade interativa e dinâmica com os livros na praça pública próximo à minha casa. Alugamos cama elástica, totó e uma mesa de ping-pong. Em meio a esses brinquedos fizemos intervenções teatrais e também realizamos a contação de histórias. Até hoje somos cobrados pela comunidade para que façamos uma ação semelhante. Isso nos deixou muito felizes, porque é um feedback positivo da comunidade em relação às ações da Mala do Livro!” Aurelio Marques 

Projeto “Gibi coisa & Tal” 

Com a "madrinha" Maria, iniciou o projeto de destaque “Gibi coisa & Tal”, a partir da grande doação recebida por Maurício de Souza. Os gibis fizeram, e ainda fazem, muito sucesso, não só para o público infantil, mas é atração garantida para os adultos também. "Muita gente gosta de ler gibis. Tinha, em média, cerca de 80 gibis, os quais eram emprestados por meio de rodízio." Pauline, servidora da Secretaria de Cultura, fazia reposição desses gibis e acompanhou de perto os registros de empréstimos. 

Dia do Bibliotecário, na Biblioteca Nacional de Brasília


Varanda convidativa

Mesmo sendo jovem, Aurelio emprestava para o público variado. A biblioteca ficava na varanda casa, então praticamente convidava as pessoas para pegar um livro. A quadra 501 de Samambaia tornou-se referência para a comunidade. Os pais ajudavam Aurélio a atender a comunidade leitora, especialmente sua mãe. Infelizmente Dona Josefa partiu em março e a covid levou Seu Aurélio em julho de 2020. Apesar do luto, Aurélio se empenha em seguir em frente. Vida que segue, cheia de cicatrizes, cheia de sonhos e saudades.


Criança e lanche caminham juntos 

No seu espaço de leitura, Aurélio já organizou, para sua comunidade leitora, roda de conversa, dia brincante com cama elástica, totó e brincadeiras tradicionais. Pipoca, doce, cachorro quente, tudo patrocinado pelas próprias economias de Aurelio e do bolso da família. “O lanche é fundamental. É impossível convidar uma criança para uma atividade e não prover a ela o alimento. Fui criança, sei bem disso!”, nos conta Aurelio. 

“Iniciei como leitor na Mala do Livro de uma de nossas parceiras: Maria das Dores Silva. Por vivenciar esse acesso ao livro e à leitura em sua varanda, decidi participar como colaborador a fim de proporcionar aos demais as mesmas oportunidades que tive.” Aurelio Marques


Poesofia

Um fato marcante na sua vida ocorreu em 2015, no auditório da Biblioteca Nacional de Brasília (BNB). No “Dia do Bibliotecário”, naquele lugar “sagrado” para qualquer leitor, realizou sua primeira fala junto ao Professor Miranda, ex-diretor da Biblioteca Nacional de Brasília (BNB) e Professor Emérito do curso de Biblioteconomia da Universidade de Brasília (UnB). Quem lê agrega e inventa. Da parte da filosofia, apresentam para a sociedade uma nova modalidade literária: a poesofia, junção de poesia e filosofia. 

Para este Agente, seria muito importante que fossem lançados editais pela Secretaria de Cultura voltados aos agentes de leitura do Programa Mala do Livro. Também reivindica verbas para realização das atividades necessárias para conquistar o público leitor. 

Aurélio nos conta que o livro “A Menina Tagarela”, de Giulieny Matos, esteve na sua Mala. “As crianças gostavam demais, esse título era bem emprestado, até sumir!” (risos). 

Que tal pegar um livro para ler?

Publico: infantojuvenil, adulto ou criança
Endereço: QR 501 Conj 16 Casa 16 - Samambaia Sul
Whats’App: 9 8550-4369
Instagran: @aureliusmarques

Troféu de super Agente de Leitura para Aurelio Marques


Whats’App 61 981316214 

**Giulieny Matos* é escritora de literatura infantil, mora em Brasília, é membro da Associação Amigos das Histórias de Brasília, membro titular da Academia Inclusiva de Autores Brasilienses – AIAB, com pós-graduação em contação de histórias pelo curso da Maristela Papa. Visita escolas e conta suas histórias por onde passa. *Títulos publicados:* Cadê Minha Mãe? (Ing/port/braille), Doutor Akazo (Ing/port), Somos Todos Especiais (Ing/port/braille); Mamãe Nota 100 (Ing/port), A lagarta Vitória, The Melted Girl, A Menina Tagarela, O Cardápio Maluco, A Família dos Carneirinhos Coloridos, A Menina Derretida. Blogueira do Portal JTNews e colaboradora da International IPA Magazine. 




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Chamada para Whats’App
De leitor a Doutor, *Aurélio Oliveira, de Samambaia*, é o homenageado de hoje do projeto *Mala do Livro, rumo aos 30 anos!*,
da escritora Giulieny Matos,
Homenageie o Agente *deixando seu comentário no link:*

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quinta-feira, 25 de abril de 2019

GIULIENY MATOS homenageada na Garagem Cultural de Sobradinho

 CADÊ MINHA MÃE na Garagem Cultural de Sobradinho, com Marluce e comunidade, Deputadas Arlete Sampaio (Distrital) e Érika Kokai (Federal).


O livro "Cade Minha Mãe" já nasceu conquistando corações!
Como um bebê que nasce, vai seduzindo as pessoas com seu amor, carinho e cuidados para se desenvolver e crescer.

Assim o livro, produzido pelo FAC/DF, SECULT/DF, Editora Também Quero Ler!, IPA BRASIL, já conquistou muitos espaços com muita velocidade.


 Uma parte desses livros foram distribuídos para as Malas do Livro, Biblioteca Neuza Dourado. A coordenação do Projeto distribuiu títulos para os lugares mais diversos do DF.

Numa Mala dessas, o livro, disponível no acervo literário de Garagem Cultural da Quadra 2 de Sobradinho, apareceu na reportagem do SBT sendo lido por uma criança.




 Minha mãe, Júlia Matos, viu a reportagem! Eu estava de férias tirando uns dias na Grécia...
Ao chegar, procurei esta reportagem, divulgada no SBT dia 27/12/018 com o título "Moradora de Sobradinho muda a vida de crianças | Jornal SBT Brasília". 
Consegui o contato da Marluce, disse que queria conhecê-la! Assim, fui homenageada neste dia na GAragem Cultural por toda a comunidade, com presença de pessoas queridas e influentes, jornalistas, da Deputada Federal Érika Kokai e Deputada Distrital Arlete Sampaio.


 Desejo que este projeto da Mala do Livro continue firme pelo DF, pois já ouvi, também de outras agentes culturais, testemunhos belíssimos de transformações sociais; e que as agentes sejam sempre abençoadas e felizes por permitirem cultura, alegria, desenvolvimento individual e social para suas comunidades; que esse espírito de partilham, doação e voluntariado, a exemplo de Marluce, seja também inspiração para pessoas que querem fazer o bem.



📚✍#PROJETOSOCIAL de Sobradinho ganha destaque por seu trabalho social no DF e apoio de parlamentares.