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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Agressões entre pais estimulam a violência infantil

Agressões entre pais estimulam a violência infantil 


Agressões físicas ou verbais entre os pais impactam mais no equilíbrio psíquico da criança - empurrando-a para o mundo da violência - do que sua submissão a maus tratos. Essa constatação foi apresentada pelo psiquiatra francês Maurice Berger em audiência pública da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), nesta quinta-feira (8), evento que integra a 5ª Semana de Valorização da Primeira Infância e Cultura da Paz do Senado.
- A primeira causa de violência é o distúrbio da parentalidade: pais que não conseguem entender as necessidades de suas crianças pequenas. Não entendem o que a criança precisa quando grita, chora ou estende os braços, porque também tiveram uma infância desastrosa - afirmou Berger, que dirige o serviço de psiquiatria infantil e do adolescente do Centro Hospitalar Universitário Saint Etienne, em Paris.
Pais imprevisíveis, centrados em si próprios, usuários de drogas e que manifestam distúrbios psiquiátricos ou produzem violência verbal desestabilizariam o emocional da criança e insuflariam nela um comportamento violento no futuro. De acordo com Berger, bebês submetidos a uma rotina de negligência e estresse já podem demonstrar impulsos violentos com apenas 16 meses.
Fracasso escolar
O psiquiatra francês também chamou atenção para a situação de fracasso escolar que acompanha essas crianças.
- Uma criança pequena angustiada coloca toda sua energia em não pensar, daí a deficiência intelectual. Ela também pode ter atraso no desenvolvimento da linguagem se não houver estímulo à fala, que começa a se manifestar entre dez meses e dois anos e meio - comentou Berger.
Acompanhamento domiciliar
Ações assistenciais para famílias em vulnerabilidade sócioeconômica foram a saída encontrada pela França para tentar minar comportamentos violentos futuros. De acordo com a psicóloga portuguesa Susana Tereno, professora da Universidade Paris Descartes, essa intervenção se baseia em visitas domiciliares semanais, quinzenais ou mensais, que se iniciam aos sete meses de gravidez e se estendem até os dois anos da criança.
A construção de uma relação de apego entre mãe e filho foi apontada como fundamental para a estruturação da saúde mental da criança nos primeiros cinco anos de vida.
- É a relação de apego que permite que a criança tenha estabilidade psíquica e emocional e consiga resistir às situações de estresse da vida - comentou Tereno.
Algumas mães submetidas a essa intervenção não conseguiram superar seus traumas, mas obtiveram uma melhora na relação com o filho. Isso fez com que o nível de organização emocional e psíquica da criança pudesse se equiparar ao de grupos que mantém uma relação de apego equilibrada.
- As mães continuaram a ter comportamento desorganizante, mas aprenderam a lidar com isso e a não repassar para a criança, desorganizado-a também - comentou a psicóloga.
Fonte: Agencia Senado Federal

Cidadania - Prevenção precoce da violência


Cidadania - Prevenção precoce da violência - Bloco 1


O psiquiatra palestrante da 5ª Semana de Valorização da Primeira Infância, realizada no Senado Federal, Maurice Berger fala sobre a prevenção precoce da violência e do fracasso escolar.

https://www.youtube.com/watch?v=zFh6S9lW_Rg


Abraços derretidos,

Giulieny Matos
Autora "A Menina Derretida", RHJ, Luna Vicente

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Por que algumas pessoas amam e outras odeiam?


Por que algumas pessoas amam e outras odeiam?


O Seminário Internacional Infância e Paz de combate à violência e cultura de paz responde!


No Senado Federal (auditório Petrônio Portella) dias 18,19 e 20 de novembro de 2013. 
Programe-se! Inscrições gratuitas!

Sua participação social é importante para incentivar os legisladores a criarem leis protetivas para todos os brasileirinhos, para que, no futuro, cada um deles seja um cidadão pleno e saudável física e psicologicamente.

Por Giulieny Matos, de Brasília
*Aguardando cronograma oficial e data de inscrições

Os estudos de Maurice Berger, França

Coluna Infância e Paz
Cultura de Paz e combate à violência

“Um país que deixa seus bebês angustiados e não cuida de suas crianças não pode reclamar de adolescentes e adultos violentos.”
Prof. Maurice Berger da França, no Seminário internacional de Combate á Violência, Senado Federal, Brasília, 2012.

Por Giulieny Matos, de Brasília
Autora do livro "A Menina Derretida"
giulienymatos.blogspot.com

Todos sabemos que violência tem várias origens. Uma delas já definitivamente comprovada, passa pela formação e proteção da criança até 6 anos de idade, que trará em si elementos norteadores para toda sua vida. 

Segundo o Professor Maurício Berger, estudioso do comportamento violento há mais de 30 anos, “é surpreendente constatar que as crianças mais violentas... são aquelas expostas a cenas de violências conjugais ou negligenciadas. As crianças submetidas a uma situação de stress constante em virtude de violência conjugal são perturbadas por imagens violentas do passado que elas introjetaram em uma época que não tinham capacidade para entender o que estava acontecendo. Essas imagens (de visão da violência doméstica sofrida até mesmo quando o bebê possuía 2 meses de vida), podem ressurgir a qualquer momento, durante uma frustração, ou por exemplo em uma situação que lhe seja exigido um grau mínimo de educação, em um pequeno empurrão ou simplesmente quando são olhados", nos relata Berger.

Essas pessoas não diferenciam entre o presente e o passado e começam a atacar sem piedade e sem poder parar. (“Ele me encarou com um olhar estranho, então eu bati nele”). De um modo bem resumido, podemos dizer que o cortisol derramado no organismo provoca um mau desenvolvimento das células cerebrais, prejudicando esta área cerebral responsável por regular as emoções, em particular a agressividade. 



"Já a negligência é uma forma de maus tratos desapercebida. Não é o que você faz para uma criança, mas sim o que você não faz a ela, especialmente quando você não a olha, não lhe dá carinho, não a carrega, não lhe sorri e não brinca com ela. Uma mãe (pai) pode ser muito nervosa, grita muito, até perversa ou muito imprevisível e não cuida do seu filho. O mundo torna-se então incompreensível para ela. A origem do fracasso escolar se situa muitas vezes antes dos três anos de idade. A criança, não tendo à disposição nenhum adulto capaz de se identificar com o que elas sente, entra em um isolamento total, com sentimentos de angústia e de terror diante do vazio dos relacionamentos que ela vive, do abandono e da violência." 

COMO COMBATER ISSO? Carregue seu filho no colo, olhe-o nos olhos, cante, dance, brinque. Aceite o desafio de brincar 5 minutos todos os dias com ele, independentemente da idade. Brincar traz equilíbrio mental, psicológico e saúde. Como sociedade organizada, fica a reflexão: Como podemos colaborar para a quebra do ciclo negativo da violência?

Saiba mais: Adquira o livro Infância e Paz, Intervenções Oportunas, Senado Federal, 2012.

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Por que algumas pessoas amam e outras odeiam?

prevenção precoce da violência, importância do brincar, negligência, violência doméstica