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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Pai vence Concurso de enfeite de berçário

Ganhar nenê é uma correria total. Não se pode deixar de providenciar nenhum dos preparativos. Tudo nos mínimos detalhes. O pai já estava preparando um enfeite de porta invocado, como se diz na minha terra, com um quadro bem bonito gravado o nome de J.I., conforme sua esposa lhe havia solicitado. E uma viola para a porta do quarto do pequeno J.I.! A mãe, já dando à luz ao pequeno J.I. perguntou pro pai: - Cadê nosso enfeite de porta?!? - Mas agora?, a esta hora da noite? como assim?, disse o pai. – Claro, respondeu a mãe, - na maca já prestes a ganhar o nenê - só passamos um ou dois dias na maternidade!!! Saiu então o pai feito louco à procura de uma idéia de como enfeitar a porta do quarto que recebia seu primeiro filho. À medida que saía na sua busca ensandecida para agradar a esposa amada, e andava pela longa ala da maternidade, para seu desespero, mirava cada enfeite de porta mais bonito que o outro. Pensou – Que vou fazer, meu Deus? Já no meio do caminho, ligou para seu amigo e pedi-lhe que o encontrasse em sua casa e lhe trouxesse alguns objetos. O amigo respondeu-lhe: - Não pode ser amanhã? Como cada um tem seu dom, ele chegou à sua casa, pegou a viola adquirida para enfeitar a porta do quarto do J.I e uma folha de papel.

Ao chegar ao hospital, não havia pincel atômico. Com um batom vermelho perdido na bolsa da mãe, escreveram no papel e pregaram abaixo do violão:

J. I. nasceu!

Viva Santo Reis!

6/1/2011

No dia seguinte, o pai de primeira viagem foi o assunto do corredor, passando a liderar os comentários da ala da maternidade.

Venceu o concurso naquela manhã!


Verdade verdadeiríssima do casal M e I

Por Giulieny Matos, de Brasília
acesse giulienymatos.blogspot.com

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Texto Substantivo

Ilustrado por uma menina linda!
Vidinha Redonda
Kátia da Costa Aguiar

Esperma, óvulo, embrião, parto. Bebê, choro, sobressalto, cocô, xixi, fralda, leite, colo, sono. Doença, vômito, pavor, pediatra, remédio, preço. Murmúrio, passos, fala. Escola, lancheira, material, professora. Curiosidade, descoberta. Crescimento, desenvolvimento, pêlos pubianos, seios, curvas, menstruação, modess, cólica, atroveran, adolescência. Primeiro beijo, paixão, shopping center. Batom, esmalte, rinsagem, depilação. namorado, pressão, intimidade, culpa. Festa, pai, ciúme, relógio, motel, desculpa, dissimulação. Faculdade, trabalho, consciência, cansaço, sossego, idade. Noivado, loja, fogão, geladeira, cama, mesa, banho, aliança, chá-de-panela. Cartório, igreja, núpcias. Sexo, trabalho, sexo, trabalho, sexo, esperma, óvulo, licença, parto.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

DE VOLTA AO TRABALHO!


O dia de voltar ao trabalho, após findar a licença maternidade, é, ao mesmo tempo, o pior e o melhor dia da vida de uma mãe. O melhor porque ela possui um emprego para onde voltar, quando muitas não o tem. O melhor porque ela pode adquirir tudo o precisar para sua subsistência e a de seu filho, além de se sentir na ativa novamente! O melhor porque trabalhar é gratificante, e coloca a mulher numa posição favorável de independência. O pior porque, deixar uma criaturinha minúscula, que não sabe falar e não faz nada sozinha, nas mãos de outra pessoa que não a própria mãe, é empurrar o filho, mesmo sem querer, para os braços do mundo. Um mundo de creches, em sua maioria, um mundo estranho na casa de alguém, um mundo que se torna outro mundo em nossa própria casa quando a nova comandante veste um avental de outra cor.

                   Sempre trabalhei num universo majoritariamente masculino e a primeira frase que escutei quando retornei ao trabalho, com o coração partido, insegura, deslocada, com sono pelas noites mal dormidas foi “- Não cansou de ficar em casa à toa?” Não sei o amigo falou sério, ou por brincadeira. Mas em todo caso, que brincadeira de mal gosto! Chorei, chorei, depois de duas semanas consegui falar com o AMIGO, que me acolheu e me abraçou. E tantas outras mães que não podem fazer seu devido resguardo, voltam ao trabalho imediatamente. Como me informaram, e

Desde que pari, nunca mais o bucho enchi.
            Desde que pari, nunca mais dormi.
                       Desde que pari, nunca mais de casa sossegada saí!!!
                                         (versinhos de conclusões populares)

Que bom que as novas mamães estão beneficiadas com a recente lei com prazo estendido da licença maternidade para seis meses. Mais férias, nossa, uma bênção! Quando a mãe volta a trabalhar o bebê já está quase falando e caminhando! Amigas, coragem, vocês estão na vantagem, eu voltei a trabalhar meu bebê tinha 5 meses, sem hora de almoço, léguas de distância da minha residência, um ônibus só. Se eu sobrevivi a todos os infortúnios, com dois bebês, você também consegue!
Não sofra por antecipação. A cada dia bastam os seus afazeres.
Por Giulieny Matos
De Brasília, em 7/5/2011


Veja também o post http://giulienymatos.blogspot.com/2011/05/ta-na-hora-de-sair-para-trabalhar.html